Ir para o conteúdo
Filie-se Área do filiado

Vescovi defende sucatear serviço público para manter cargos políticos

Jornalismo 2 min de leitura

“Saber quanto já recuperamos depende de um tempo”

Após um ano sem conseguir realizar nenhuma mudança no modelo econômico do Estado, em recente prestação de contas, a secretária da fazenda Ana Paula Vescovi agora reclama da diminuição de 16% nas receitas do primeiro bimestre se comparado ao mesmo período de 2015.

Redução essa exclusivamente reflexo da falta de gestão do governo Hartung que permanece dependente dos royalties de Petróleo e sem uma política incisiva de cobrança aos sonegadores de impostos.

No entanto, apesar de economistas já terem alertado para a necessidade do Estado diversificar sua matriz produtiva e rever a política de renúncias fiscais, Vescovi se nega a promover essas mudanças e insiste na política de cortes nos serviços públicos.

Vescovi quer ampliar para o Estado, o que fez na Sefaz, promovendo cortes indiscriminados em pessoal, restringindo uso de veículos, cortando gasolina e até equipamentos básicos para a fiscalização. Sem o serviço de fiscalização para cobrar os impostos devidos, as grandes empresas além de receberem renúncias fiscais, agora sonegam sem ter punição.

Durante a prestação de contas, a secretária de Hartung ainda defendeu a continuidade do excesso de cargos políticos, muitas vezes ocupados por pessoas não qualificadas ganhando salários “astronômicos” e anunciou que a saída do governo Hartung será mais uma vez cortar no atendimento à sociedade.

Sem especificar detalhes, Vescovi assumiu que o Estado irá diminuir verbas de custeio e não terá mais nenhum investimento em tecnologia.

Na prática, isso significa o aumento no sucateamento do serviço público, já que essas verbas já são para muitas autarquias e secretarias abaixo do necessário.

No Incaper, por exemplo, servidores denunciam que as prefeituras estão sendo pressionadas pelo governador Hartung a ajudar o Estado a custear os escritórios regionais. Mesmo assim, em vários desses faltam materiais básicos, como papel e gasolina para dar assistência aos produtores rurais. Situação semelhante tem sido vivenciada nos mais diversos setores. Na saúde, faltam leitos e medicamentos; policiais reclamam da falta de combustível; na educação escolas estão sendo fechadas e alunos ficando sem estudar.

O Sindicato repudia a condução da economia estadual e defende que para o Estado se fortalecer é necessária a diversificação de sua matriz produtiva e a revisão da política de renúncias fiscais, além da cobrança incisiva aos sonegadores de impostos. Defendemos ainda que o Estado conceda imediatamente o auxílio-alimentação e faça a correção inflacionária dos salários dos servidores, já que essas medidas contribuiriam diretamente no aumento do poder de compra beneficiando toda economia estadual.

Com informações de A Gazeta