Por unanimidade, servidores aprovam greve geral

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Em uma assembleia lotada tanto online quanto presencial, os servidores públicos estaduais aprovaram, por unanimidade, uma greve geral a iniciar no dia 7 de outubro.
A deliberação ocorreu na manhã desta quarta-feira (1) durante Assembleia Geral Unificada realizada na quadra do Sindibancários, em Vitória.
Reestruturação das carreiras é a principal reivindicação.
A proposta apresentada pelo Sindipúblicos, após estudo técnico das carreiras da base ativa, defende uma recuperação média de 30% das perdas salariais que ultrapassam 50%. Com impacto mínimo de 1% na folha de pagamento do Estado, mas de grande impacto na vida dos servidores. Serão impactados 3,7 mil servidores de 14 autarquias e secretarias.
Cabe destacar que, diferente de trabalhadores celetistas, os servidores ficaram durante anos sem reajuste salarial no período da pandemia e outros anos com percentual abaixo da inflação.
Iosmar Mansk, técnico agrícola do Incaper, destacou o longo tempo de espera por valorização:
“São três mandatos esperando o governador fazer algo. Nossa categoria teve perda de 50% na renda. A greve é nossa única saída. Queremos melhores condições para nossas famílias e para continuar atendendo com dignidade.”
“A greve é, infelizmente, a única forma que temos hoje de abrir espaço para negociação com o Estado. O que estamos fazendo aqui não é somente por nós, mas pelos nossos filhos e pelas futuras gerações. Essa mobilização é histórica e vai reverberar por décadas. A última grande organização da nossa categoria foi em 2015, e agora estamos retomando essa força coletiva com ainda mais consciência e união”, comentou Gustavo Coutinho, servidor do Iases.
Wanusa Santos, representante da CUT e presidenta do Sindaema, reforçou a importância da mobilização:
“A greve é dura, mas necessária. O governo fechou as portas da negociação. Só com pressão conseguimos marcar reuniões. É hora de avançar e melhorar as condições de trabalho.”
“Não vamos recuar. Seguimos juntos até a vitória. Reunião sem proposta não resolve. Queremos uma resposta concreta para discutir com a categoria”, destaca Renata Setúbal, presidenta do Sindipúblicos.
O Sindicato irá seguir todos os trâmites legais, como prazos e percentuais de trabalho. Acompanhe mais informações em nosso site e redes sociais.
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Texto e foto: Douglas Dantas
