Para se promover, governo Hartung lança concursos para próximo governador assumir desgaste


Tentando salvar sua gestão para não ficar marcada na história como uma das piores, que menos investiu nos serviços públicos, o Governo Hartung, ‘ao apagar das luzes’, resolveu liberar os concursos até então ‘proibidos’ desde o início do mandato.
Apesar de sempre ter utilizado da justificativa do Estado estar nos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), o governo agora passa a ignorar essa falácia e anuncia a abertura de 500 vagas para o Iases, a Sejus, a Polícia Civil e o Detran.
O Sindipúblicos sempre questionou a política do governo de contenção de investimentos ao entender que os concursos públicos preencheriam cargos já ocupados ilegalmente por comissionados/temporários, não ocasionando assim custos adicionais ao Estado.
A abertura de concursos no final mandato ainda é avaliada por alguns especialistas como equivocada ao estabelecer assim um compromisso para um próximo governo, sem que seja efetivamente debatido em conjunto os orçamentos.
É preciso ainda analisar que a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) proíbe a nomeação de servidores nos seis meses antes do final do mandato. Mesmo que haja uma ‘brecha” legal, é pouco crível que as provas sejam aplicadas, todos os eventuais recursos e impugnações sejam julgados e os eventuais aprovados sejam nomeados ainda na atual gestão. Assim, Hartung engana a sociedade e também aqueles que mais precisam de um emprego para viver. O que poderia tornar esse anúncio de concursos como mais um factoide irresponsável de Hartung.
Além disso, a quantidade de vagas propostas é muito aquém das necessárias no serviço público estadual, principalmente quando elencado que na Educação, por exemplo, boa parcela dos professores são contratados como temporários, o que precisa ser modificado pelo próximo governo que entrar. O Estado chega ao absurdo de autarquias como RTV e Procon nunca sequer terem realizado concursos.
É dever do próximo governo corrigir essas graves falhas garantindo assim maior eficiência e transparência na prestação dos serviços públicos.
