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Servidores públicos estaduais mostram a força da categoria durante Apagão

Jornalismo 4 min de leitura

Apagão

Organizado pelo Fórum das Entidades dos Servidores Públicos do Espírito Santo (Fespes), o “Apagão” mostrou a força do funcionalismo público estadual. Durante quatro dias de intensas atividades, como as Assembleias Setoriais e os atos, os servidores participaram ativamente e foram os principais atores numa das principais ações da campanha “Hartung, esse abraço eu não quero”. A estratégia deu certo e chamou a atenção da população para o caos criado por Hartung nos serviços públicos.

De norte a sul do Espírito Santo os servidores externaram sua indignação contra o arrocho, a mentira e a falta de respeito governamental. Com esse movimento, os servidores conseguiram sensibilizar e alertar a sociedade capixaba sobre a opção do governo em assegurar privilégios aos sonegadores que financiam as campanhas eleitorais, bem como aos grupos políticos que lhes dão sustentação.

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O “Apagão” tomou conta de todos os serviços públicos do Estado. Nas Assembleias Setoriais os servidores foram criativos em chamar a atenção da população do povo, assim como nas manifestações realizadas durante a tarde não faltou participação e irreverência na luta. Os servidores denunciaram o sucateamento dos serviços públicos e a intransigência do governo que sequer abre as negociações.


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O “Apagão de todos os serviços públicos estaduais” mostrou que os sindicatos viabilizam a luta, mas são os servidores os grandes protagonistas de todo movimento pela valorização da categoria. A luta pela negociação com o governo continua. A pauta unificada do funcionalismo estadual traz como reivindicações: a recomposição das perdas salariais dos últimos doze meses, o estabelecimento de uma data base, o pagamento imediato do auxílio alimentação e a criação de uma mesa permanente de negociação com o governo. Parabéns trabalhadores e trabalhadoras!

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O “sumiço” de Hartung

Diante do sucesso do Apagão de Todos os Serviços Públicos, realizado nestes dias 15, 16, 17 e 18 de setembro, e que levou milhares de servidores diariamente para as ruas, o governador Hartung preferiu se esconder. Tendo como desculpa uma licença – divulgada assim que o movimento foi anunciado –, o governador se ausenta do Estado num momento em que os servidores públicos e toda a população capixaba mais precisam de uma resposta de seu governante.

Com receio das consequências que a forte união do funcionalismo público traria para sua imagem, o governador Hartung prefere se privar de “desgastes” do que dialogar e receber os servidores, que lutam pela valorização dos serviços públicos e a consequente melhora nos atendimentos prestados à população capixaba.

Como se não bastasse a ausência de Hartung, o governador em exercício, César Colnago, assim como os demais representantes do governo, permaneceram sem sequer dialogar com a categoria durante esses dias. As atitudes do Executivo foram apenas de coação e perseguição ao movimento. Uma liminar foi tentada pelo Estado para impedir o direito legítimo de manifestação dos servidores. Funcionários do Idaf foram diretamente atacados, com dois processos específicos para atingir os servidores do órgão .

Entretanto, como nenhuma ação judicial surtiu efeito, o governo do Estado apelou para represálias em órgãos e autarquias. Cartazes eram arrancados e gestores públicos davam ordens para que servidores terceirizados descartassem todo o material da campanha do Fórum das Entidades dos Servidores Públicos do ES (Fespes).

O Sindipúblicos notificou o governo que, por meio do Comitê Gestor de Carreiras e Relações Sindicais, havia se comprometido em respeitar o direito de manifestação dos servidores, o que não foi cumprido. Além de se esconder, o governador Hartung não cumpre com sua palavra. O Sindicato repudia veementemente e lamenta a forma como o governo agiu durante o movimento do “Apagão”. Entretanto, nem mesmo as atitudes covardes do Executivo desanimaram os servidores, que permaneceram na luta durante quatro dias de movimento e seguem em busca de melhores serviços públicos para toda a sociedade capixaba.